O plástico domina cada vez mais a indústria automobilística, aeroespacial, náutica, de embalagens para alimentos e produtos de beleza, eletroeletrônicos e muitos outros. Olhe ao seu lado e certamente verá um produto de plástico ou com componentes em plástico. Que venham os plásticos, mas os consumidores estão muito exigentes e já não aceitam produtos de má qualidade.
Como melhorá-los? Investindo em ferramentas para melhorar o produto precocemente, ou seja, desde a concepção do molde e do produto ainda na fase de protótipo digital até a etapa de simulação da injeção do plástico prevendo o que acontecerá com o produto final e melhorando-o. A simulação dos processos de injeção é vital para garantir a qualidade do molde e conseqüentemente do produto final.
“Existe um estudo desenvolvido na Alemanha o qual estima que, no mercado de transformação de plástico daquele país, são desperdiçados mais de 4 bilhões dólares ao ano por causa da ineficiência de processos fabris, basicamente pela pouca utilização da simulação. Acredito que o Brasil não deva estar muito melhor”, afirma Glauber Longo, diretor comercial, da Missler Software do Brasil.
Ele observa que é comum encontrar indústrias que, ao invés investir na simulação durante o desenvolvimento do molde e no estudo prévio de processos, conformam-se com a simulação de injeção que seu fornecedor de câmara quente executou, mesmo que ela avalie 1segundo de injeção dentro de um ciclo que pode ter 60 segundos ou mais tempo.
Isso mostra a importância de se escolher e usar de forma correta um bom software de simulação para fabricação dos mais diferentes tipos e produtos em plástico e para a simulação da injeção de elastômero, este usado na produção de pneus, entre outros materiais.
No mercado competitivo de hoje todo mundo quer se antecipar e lançar seus produtos antes da concorrência, com qualidade e inovação. E os softwares de simulação podem prever problemas de fabricação antes de o molde ou a peça existir. Isso reduz o prazo de lançamento de produtos, já que o processo de tentativa e erro para ajustes no produto e no molde se torna simples e rápido, porque as possibilidades de falhas no produto ou no molde foram eliminas precocemente.
Um software para simulação de injeção de plástico e produtos similares permite verificar diversas etapas do processo de injeção como padrão de enchimento, se haverá aprisionamento de ar, linhas de emenda ou juntas fria, rexupe, bolhas ou porosidades, empenamentos, tensões residuais, esforços gerados pela injeção, padrão de troca de calor mesmo com materiais diferentes como insertos de cobre-berílio, contração dentro e fora do molde e muitos outros resultados dimensionais em forma de gráficos que auxiliam na compreensão do problema e na busca de soluções e do produto perfeito.
Para garantir a qualidade de seus produtos, as indústrias fabricantes de produtos em plástico ou com peças em plástico necessitam encontrar soluções que garantam a melhor relação entre o molde e a máquina de injeção, pois, isso permitirá definir o conceito ótimo do molde garantindo a menor troca térmica e menor ciclo na máquina e também ajustar o conceito do molde em função dos limites da injetora e vice-versa. Ou ainda adequar os parâmetros do processo de injeção quando precisar mudar de máquina.
Para isso já é possível encontrar soluções capazes de antever todos os potenciais problemas com contração e empenamento, por exemplo, e modificar o molde ou processo antes mesmo de fabricar o molde ou entrar com ele em máquina.
“O mercado está cada vez mais competitivo e somente serão rentáveis aquelas empresas que estudarem seus processos antecipadamente e fabricarem moldes que garantam alta performance”, afirma Glauber Longo. As indústrias automotivas são um exemplo entre as empresas que estão usando softwares de simulação de injeção de plástico para se antecipar aos problemas óticos em lentes injetadas como faróis e lanternas, por exemplo. Aliás, elas exigem que seus fornecedores utilizem a tecnologia, assim como as grandes indústrias de eletroeletrônicos, produtos eletrônicos.
Isso é bom, mas, segundo Mário Carneiro, gerente da Smarttech Plástico, nem sempre os fornecedores de peças estão preparados para usar a tecnologia e, muitas vezes, as simulações chegam como um amontoado de figuras coloridas e o beneficio da tecnologia não é bem aproveitado. “É preciso determinar um padrão de qualidade de simulações para nortear as ações do mercado e alimentar a visão positiva do uso da simulação.”
Para aquelas empresas que não se sentem preparadas ou não querem investir na compra de um software existe a possibilidade de contratar serviços junto aos fornecedores dos sistemas de simulação.
Se o objetivo da empresa for adquirir o software é necessário escolher um software que esteja associado à confiabilidade dos resultados e à facilidade de uso. “Se o software não atender a esses requisitos, o usuário irá correr o risco de tomar decisões erradas sobre os projetos de molde, baseados em resultados não confiáveis. Por outro lado, se o software for difícil de usar, exigirá profissionais especialistas difíceis de encontrar no mercado de trabalho”, afirma Carneiro.








