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Especial Sustentabilidade - Certificação LEED é um dos caminhos para a sustentabilidade

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Silvia Manfredi
Nelson Kawakami
Marcia Mikai

O setor da construção civil é o segmento da economia em que mais se fala em sustentabilidade gerando o que condicionou chamar as construções de edifícios “verdes” ou “sustentáveis” termos usados pelos responsáveis pelo processo de certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), método concebido pelo GBC (Green Building Council).

Hoje sustentabilidade é palavra da moda e parece solucionar todos os problemas da humanidade com relação à construção de um planeta sustentável.

Porém, a realidade não é bem assim, existem aqueles que constroem edifícios realmente sustentáveis certificados, e aqueles que dizem praticar a sustentabilidade apenas para efeito de marketing.

A sustentabilidade é mais abrangente que a ecologia por que se desdobra em responsabilidade sócio-ambiental e responsabilidade nos negócios, ou seja, a empresa deve desenvolver produtos sustentáveis e adotar práticas que garantam a sustentabilidade do próprio negócio.

Especialistas lembram que o termo “desenvolvimento sustentável” surgiu no Relatório Brundtland em 1987, o qual dizia: ...”desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”. De lá para cá a palavra “sustentabilidade” caiu na boca do povo e as confusões quanto à sua interpretação ganharam o mundo.

 

A arquiteta Márcia Mikai Junqueira de Oliveira, da empresa de consultoria Pentagrama e conselheira fiscal do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável), observa que existem muitas interpretações sobre o tema, algumas equivocadas da mesma maneira como ocorre com o termo “ecológico”. Tudo tem se tornado “sustentável” e “ecológico”.

“Quando falamos sobre edificações, ainda existe mais uma confusão: muitos associam construção sustentável à construção com auto-suficiência energética. Eficiência energética é um quesito que faz parte da discussão sobre sustentabilidade, mas temos também que abordar aspectos como responsabilidade social, uso racional da água, gestão de resíduos, materiais de baixo impacto sócio-ambiental etc.”, afirma Márcia.

Hoje, a grande discussão no setor da construção civil é a certificação das edificações sustentáveis, que passam a ser chamadas de “edifícios verdes”. A liderança nesse processo vem de órgãos da iniciativa privada como o Green Building Council, com sede nos EUA e representação em diversos países, entre eles, o Brasil.

Os defensores da certificação LEED dizem que ela é importante porque segue parâmetros de credibilidade no mercado, diferenciando os empreendimentos certificados daquelas edificações em que os empreendedores se aproveitam das tendências de mercado e passam a utilizar os termos “eco”, “verde”, “sustentável” como instrumento de marketing.

“A questão maior é perceber quais são os quesitos envolvidos na avaliação de sustentabilidade da certificação “X”, “Y” ou “Z”. Um aspecto que precisa evoluir nas certificações é o de responsabilidade social que é imprescindível em um país emergente como o Brasil”, afirma Márcia Mikai.

O sistema LEED define como projeto sustentável aquele que integra soluções passivas e tecnologias que reduzem o consumo de recursos naturais e de energia, apresentam baixa emissão de gás e resíduos, promovendo o desenvolvimento do seu entorno e trazendo benefícios aos trabalhadores da cadeia produtiva da construção (veja quadro na pág. 53).

Apesar das muitas regras, já se sabe que a certificação de um edifício não tem uma receita pronta e aplicável, cada caso é um caso. “É um caminho que   exi-ge pesquisa, mudanças profundas em todas as cadeias produtivas, de comportamento e de políticas públicas. O que parece ser sustentável hoje não será amanhã, é um processo de mudança de paradigma, do individualismo para uma consciência coletiva”, explica Márcia.

O processo de certificação é longo porque dezenas de itens devem ser conferidos acompanhando o andamento do projeto, depois da obra e só depois que o edifício entra em operação é que são feitas as avaliações finais para emissão do certificado. . .

 

Veja a reportagem completa em breve na "edição especial sobre sustentabilidade".

 

 

 

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