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Especial Óleo & Gás - Presente e futuro

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Veja como o setor de óleo e gás utiliza tecnologias!

O objetivo deste "Especial Óleo & Gás" é aproveitar esse momento de entusiasmo pela exploração de petróleo e gás na Bacia de Santos para mostrar do ponto de vista tecnológico (uso de tecnologias para automação de projeto e construção de plataformas) o que a Petrobras e suas parceiras estão fazendo para trazer à tona essa nova indústria petrolífera.

Você vai conhecer também um pouco do que já foi feito em termos de uso das tecnologias para automação de projetos e os resultados alcançados pela Petrobras e suas contratadas (empresas de projeto e construtoras de plataformas) e pelas indústrias petroquímicas; em outras regiões como interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia.

Veja, a seguir, novidades sobre as 20 plataformas que serão construídas para a Bacia de Santos e diversos assuntos relacionados às tendências no segmento de softwares para automação de projetos, na área de plant design e cases sobre seu uso na construção de plataformas e indústrias e petroquímicas. Conheça também as experiências dos prestadores de serviços e seus clientes na área de as-built.

Boa leitura!

Bacia de Santos terá 20 plataformas até 2016, em diferentes datas

A descoberta do petróleo na Bacia de Santos abriu para as empresas projetistas e construtoras de plataformas e navios um mercado de trabalho sem precedentes para hoje e até 2016 quando a Petrobras planeja ter operando, na Unidade da Bacia de Santos, 20 plataformas de produção. Se a demanda por mão-de-obra especializada em projetos e construção de plataformas já estava aquecida, com o anúncio da exploração de petróleo na Bacia de Santos essa demanda explodiu e, as empresas prestadoras de serviços que se preparem, se quiserem aproveitar esse bom momento.

É claro que as empresas brasileiras não conseguirão atender a tanta demanda em tão pouco tempo e, uma parte desse trabalho será realizada no exterior, mas esse momento de otimismo representa uma chance sólida para as empresas brasileiras se especializarem ainda mais na construção de plataformas, navios, entre outros equipamentos para a exploração e beneficiamento de petróleo.

Toda essa demanda gera desafios e, segundo José Luiz Marcusso, gerente geral da Petrobras na Bacia de Santos, e Sérgio Bianchini, engenheiro de equipamentos responsável pela gestão de automação de projetos, o principal deles é o tempo, pois a Petrobras necessita dos projetos com urgência.

Além disso, a segurança de operação em condições emergenciais e de mar revolto exige novas condições de desenvolvimento de equipamentos e também há a dificuldade em encontrar suprimentos no mercado. “O mercado está muito aquecido, por isso, precisamos desenvolver projetos mais padronizados para facilitar a interação com o mercado fornecedor de bens e serviços e garantir que esses projetos sejam implantados no prazo requerido”, afirma Marcusso. Algumas plataformas serão construídas a partir do zero e outras a partir de navios existentes, que passam por uma conversão especial e se transformam em plataforma. Por exemplo, a plataforma do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), Cidade de Santos, que atuará no campo de Uruguá-Tambaú, está sendo convertida na China, a FPSO, BW Cidade de São Vicente, está sendo convertida em Cingapura, mas as oito FPSOs que a Petrobras anunciou recentemente, serão construídas do zero e no Brasil.

As plataformas tipo FPSO - (Floating, Production, Storage and Offloading) são navios com capacidade para processar e armazenar o petróleo e prover a transferência do petróleo e/ou gás natural para outro navio. No convés do navio FPSO, é instalada uma planta de processo para separar e tratar os fluidos produzidos pelos poços. Depois de separado da água e do gás, o petróleo é armazenado nos tanques do próprio navio, que posteriormente será transferido para um navio que de tempos em tempos busca a produção.

Os anúncios empolgantes, feitos pela Petrobras nos últimos tempos, são resultado de um trabalho que começou na Bacia de Santos em 1993, no campo de Merluza. Também a empresa já teve uma plataforma operando no campo de Caravela. Atualmente, tem uma plataforma operando em Coral (a SS-11), no Pólo Sul.

Para os grandes projetos que estão sendo implantados agora (veja box), o trabalho iniciou-se em 2005, com a elaboração de um Plano Diretor para a Bacia de Santos. Marcusso faz questão de ressaltar que o que está definido para o Pólo Pré-sal até o momento é a fase inicial de desenvolvimento, com sistemas previstos para operar até 2017. “O que vem após 2017 está sendo concebido agora”.

Veja a escala de construção e instalação de plataformas na Bacia de Santos

• 2008: ampliação da produção da plataforma de Merluza, com a interligação com o Campo de Lagosta.

• 2009: FPSO BW Cidade de São Vicente, que realizará o Teste de Longa Duração de Tupi, em março.

• 2009 (segundo semestre): plataforma de Mexilhão (PMXL-1), no campo de Mexilhão

• 2009 (segundo semestre): piloto de Tiro. Neste projeto, há a possibilidade, ainda em análise, de utilizar a plataforma SS-11, que hoje opera em Coral, no Pólo Sul da Bacia de Santos

• 2010: FPSO Cidade de Santos, no campo de Uruguá, que também receberá a produção do campo de Tambaú

• final de 2010: FPSO Cidade de Angra dos Reis, para produzir o piloto de Tupi

• 2011: uma plataforma para atuar nos campos de Caravela e Cavalo Marinho.

• 2011: deve haver uma plataforma para o projeto definitivo da área de Tiro, no Pólo Sul (ainda em definição).

• entre 2010 e 2011: duas FPSOs, chamadas de Pipa (Projeto Itinerante de Produção e Avaliação) 2 e 3, que atuarão em diversas locações.

• 2012: FPSO para piloto de Iara, no Pólo Pré-sal da Bacia de Santos

• 2013: uma FPSO para atuar num terceiro projeto piloto na área do pré-sal, a ser definido

• 2015: teremos quatro das oito plataformas anunciadas recentemente pela Petrobras entrando em operação

• 2016: teremos as outras quatro plataformas anunciadas entrando em operação

Veja as demais reportagens na seção Reportagens/Especiais.

 

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