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Especial Óleo & Gás - Plant design

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Interoperabilidade é vital para desenvolvedores e usuários!

Interoperabilidade ou se preferir integração ou software aberto. Essas são palavras-chave para qualquer segmento de softwares, inclusive para as empresas que atuam no segmento de Plant Design.

Por isso, desenvolvedores voltados a essa área como Intergraph e Bentley e, muitos outros fornecedores de softwares que complementam os produtos dessas duas empresas (soluções para diversos tipos de simulação, cálculo de estrutura, visualização etc.), estão trabalhando para que seus produtos se comuniquem trazendo mais fluidez à automação de projetos nas indústrias petrolíferas, químicas, petroquímicas, farmacêuticas, entre outras.

Interoperabilidade é vital para desenvolvedores e usuários!

“A tecnologia de plant design está cada vez mais integrada. É consenso entre todos os players e sponsors a existência da necessidade de ter não somente bons produtos, que proporcionem facilidade na modelagem e ganhos de produtividade, mas também uma excelente interoperabilidade e integração entre as disciplinas envolvidas no projeto e entre as empresas envolvidas no empreendimento”, afirma Ricardo Fornari, gerente técnico da Sisgraph, representante da Intergraph no Brasil.

Para promover essa integração os desenvolvedores precisam levar em conta, na hora de criar novos softwares ou implementar os já existentes, as várias etapas de automação de um projeto. Na área de plant design, podemos destacar, por exemplo, etapas como processos, instrumentação, elétrica, tubulação, engenharia mecânica, engenharia civil, planejamento, suprimentos, montagem, construção e comissionamento.

Todas essas disciplinas usam, compartilham e alteram a mesma informação e sofrem impacto quando a informação é alterada. Por isso, os desenvolvedores precisam oferecer também boas ferramentas de gerenciamento de mudanças, bancos de dados eficientes, entre outros, para que os usuários não se percam em relação às atualizações e à evolução do projeto. Fornari observa que o mundo hoje não possui mais fronteiras físicas que impeçam o trabalho em equipes, distribuídas geograficamente. Ele cita como exemplo um projeto da Canadian Natural Resources, no qual 26 empresas de engenharia de diversos países como EUA, Canadá, Índia, Inglaterra e França trabalham simultaneamente no mesmo banco de dados, reutilizando e compartilhando informações.

“Por isso é de fundamental importância que os fornecedores de softwares desenvolvam soluções abertas, que trabalhem com bancos de dados abertos, que sejam “datacentric”, não necessitando do uso de CAD (o qual gera um trafego de rede enorme em função do tamanho dos arquivos) e que possibilitem o worksharing por intermédio de funcionalidades de replicação de banco de dados ou pelo uso de Metaframe”, afirma Fornari. A interoperabilidade

não acontece da noite para o dia, por isso quanto mais pessoas, empresas e entidades de classe trabalhar para que ela aconteça, melhor. E é isso que está acontecendo. Cresce o número de debates em prol dessa integração reunindo as grandes Owner-Operators (proprietários dos ativos/plantas indústrias e de processo), as empresas prestadoras de serviços e os desenvolvedores de tecnologias e soluções de engenharia.

“A questão da interoperabilidade vem tomando um espaço muito maior nos últimos três anos, chegando a ser um dos pontos mais debatidos na última edição da DaratechPlant – principal evento global e que anualmente reúne a comunidade de automação de projeto em nossa área”, afirma Ricardo Yogui, diretor de vendas para a indústria, da Bentley, que responde pelos mercados: Brasil, Argentina e Chile.

ISO 15926

Entre os vários esforços para padronizar e facilitar a integração de softwares e projetos está a Norma ISO 15926 que ganhou a adesão da Comunidade de Automação de Projeto, responsável pela criação da Fiatech (www.fiatech.org), para incentivar a aplicação da Norma. Entre os membros da Fiatech estão empresas como Bechtel, Fluor Corporation, BP, ConocoPhillips, Bentley, Aveva, Oracle, Hatch, Dow Chemical, Dupont e DNV.

A ISO 15926 padroniza, em primeiro lugar, os termos e nomenclaturas utilizadas pelos sistemas. Isso evita que os usuários de sistemas diferentes interpretem a informação de forma diferente. O significado da informação deve ser o mesmo entre os sistemas, entre os fornecedores e entre os usuários, independente de tecnologia.

“A aplicação da ISO 15926 é a grande evolução que estamos vendo em nosso mercado e, sem dúvida, as empresas que desenvolvem seus sistemas de forma não tão aberta terão que rever seus conceitos mais cedo ou mais tarde, pois a pressão da comunidade global de automação de projeto é muito forte neste sentido”, afirma Yogui.

A interoperabilidade significa mudar os conceitos de propriedade dos desenvolvedores de

softwares para que eles se desapeguem de seus produtos e passem a desenvolver softwares abertos, baseados em padrões como a ISO 15926 para que seus produtos se comuniquem com os softwares dos concorrentes, trazendo aos usuários do segmento de plant design, por exemplo, um compartilhamento de projetos e informações sem transtornos.

“O mercado exige dos profissionais, uma visão sistêmica e não mais focada no software A ou B. Costumo dizer que a marca mais valiosa do mercado é a Google e não mais a Microsoft, pois hoje a informação é mais importante do que o software no qual a informação foi gerada”, afirma Yogui.

Mercado

O segmento de softwares para plant design é um setor em franca expansão. De acordo com a empresa de pesquisa e eventos, Daratech, em 2007 o setor de plant design cresceu 26%, em relação a 2006, atingindo um faturamento global de U$ 1,06 bilhão. Isso mostra o poder desse mercado e a responsabilidade dos desenvolvedores com relação à interoperabilidade.

www.bentley.com.brwww.sisgraph.com.brwww.daratech.com

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