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CAE contribui para acelerar o desenvolvimento de produtos

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O uso das tecnologias de simulação tem crescido substancialmente , mas o setor ainda precisa se consolidar.

“A decisão de compra das tecnologias CAE tem de partir da alta direção da empresa e não de baixo para cima”. Essa é a visão de diretor da Smarttech, José Ricardo Andrade Nogueira. Convidado pela Cadesign para fazer uma análise do mercado de CAE, ele diz que é papel dos fornecedores, das instituições de ensino e das entidades de classe divulgar a tecnologia junto aos profissionais técnicos e de nível gerencial para que as empresas possam explorar todo o potencial dos softwares.

Segundo ele, o interesse das empresas pelos modelos virtuais cresce porque eles reduzem os tempos de desenvolvimento e de lançamento de novos produtos. Um exemplo disso são os automóveis que na década de 90 levavam de quatro a cinco anos para serem desenvolvidos e hoje ficam prontos em dois anos. Essa evolução teve a contribuição das tecnologias CAE que, no Brasil e no mundo, crescem rápido. "Nos últimos três anos, a Smarttech cresceu 150%”.

Veja a íntegra das respostas:

– O que pensa sobre os mercados brasileiroe mundial de sistemas para simulação?

Ricardo Nogueira – As empresas têm gradativamente mudado os processos de desenvolvimento de produtos para poder incorporar cada vez mais as tecnologias de simulação. Esse movimento permite que as incertezas de um projeto sejam minimizadas ou eliminadas nas fases de prototipagem e de produção. O sonho dourado de todas as empresas é ter recursos que permitam a utilização dos protótipos virtuais porque eles aceleram o desenvolvimento e o lançamento de produtos. Muitas empresas européias, japonesas e americanas já contabilizam ganhos de produtividade a qualidade em função dos investimentos nos sistemas CAE. Um automóvel que, na década de 90, levava de quatro a cinco anos para ser desenvolvido, hoje fica pronto em dois anos. O Brasil tem acompanhado essa tendência à medida que as empresas aqui instaladas recebem a incumbência de desenvolvimento completo de produtos e não apenas de adaptações para uso no mercado local. É por isso que últimos três anos, a Smarttech registrou um crescimento de 150%. A empresa é distribuidoras de softwares para a área de CAE.

– Quais são as estratégias da sua empresa para o mercado brasileiro?

Ricardo Nogueira – A Smarttech oferece ao mercado brasileiro as mesmas ferramentas para projeto que hoje são usadas pelas principais empresas no mundo. Nesse sentido temos trabalhado pelo desenvolvimento tecnológico, através de treinamento e seminários, associados à distribuição de softwares líderes nos seus segmentos. O uso de ferramentas de teste e simulação precisa ser integrado às metodologias que as empresas usam para desenvolver seus produtos, pois, como não se pode analisar fenômenos isoladamente, uma vez que no mundo real temos diversos eventos que são acoplados para se ter uma avaliação mais correta do problema estudado. Nossa estratégia é oferecer tecnologias que se complementem e dê o suporte necessário ao desenvolvimento da maioria dos projetos. Análises estruturais, térmicas, acústicas, de durabilidade, de escoamento de fluidos, modais, entre outras, muitas vezes precisam ser combinadas para representar os fenômenos reais. É isso que fazemos, através do fornecimento de softwares, treinamento e prestação de serviços.

– O que é preciso fazer para que usuários brasileiros amadureçam e invistam mais nas tecnologias de simulação?

Ricardo Nogueira – O principal fator de motivação para o investimento em CAE é a concorrência. O aumento da concorrência interna e a necessidade exportar obrigam as empresas a se prepararem para enfrentar os desafios de oferecer produtos mais baratos, melhores e que possam ser colocados no mercado mais rapidamente. Há tempos as empresas brasileiras vêm sendo submetidas a esse desafio e já avançaram bastante. O uso de tecnologias de simulação tem crescido substancialmente, embora ainda tenhamos que melhorar muito. A decisão de uso mais intenso das tecnologias simulação tem que partir da alta direção da empresa em vez de ser um movimento de baixo para cima. O amadurecimento dos usuários é fruto do trabalho de empresas como a nossa, de associações de classe e das entidades de ensino que podem contribuir através da divulgação e da promoção das tecnologias de simulação. Precisamos desenvolver ações que atinjam tanto os níveis técnicos quanto os gerenciais.

Ricardo Nogueira é diretor da Smarttech

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