O objetivo da pesquisa é adicionar características de escalabilidade nos futuros computadores, para estimular o desenvolvimento de aplicativos inteiramente novos com interface também inovadora. O novo chip foi apelidado de “computação nas nuvens” porque lembra a organização dos data centers formados por dezenas de milhares de computadores conectados em rede, distribuindo tarefas e grandes conjuntos de dados para processamento paralelo, criando assim a computação em nuvem.
O conceito de processamento paralelo distribuído via Internet é usado para acelerar o desenvolvimento de produtos, projetos arquitetônicos, criações em computação gráfica (games, filmes, comerciais etc.), e também para o fornecimento de serviços online pelos bancos e lojas virtuais, por exemplo.
A vantagem do chip experimental da Intel é que todos os “computadores e redes”, que no data center estariam espalhados fisicamente em uma grande sala, estão integrados em uma única peça de silício da Intel de 45nm, high-k metal-gate, com o tamanho similar ao de um selo postal, reduzindo a quantidade de computadores físicos necessários para a criação de um data center em nuvem.
O chip conceito é equipado com uma rede de alta velocidade entre os núcleos para compartilhar eficientemente informações e dados. Essa técnica fornece melhorias significativas no desempenho da comunicação e na eficiência no consumo de energia em relação ao atual modelo de data centers, já que os pacotes de dados precisam se movimentar poucos milímetros dentro de um único chip ao invés das dezenas de metros para outro sistema computacional.
A Intel planeja fabricar aproximadamente 100 unidades do chip experimental para serem usados pelas dezenas de colaboradores de pesquisas industriais e acadêmicas de todo o mundo, com o objetivo de desenvolver novos aplicativos e modelos de programação de softwares para os futuros processadores multi-core.


