Racionalizando o consumo de energia e reduzindo preços.
Com uma demanda de aproximadamente 1.500 máquinas por ano, entre nacionais e importadas, o mercado brasileiro de máquinas injetoras vem se consolidando como comprador e fabricante de equipamentos dessa categoria.
Em 2007, a Romi, por exemplo, cresceu 17,9% em relação a 2006 e, no primeiro semestre de 2008, comparado ao mesmo período do ano passado, a comercialização de máquinas para plásticos subiu 20,9%. Os setores que apresentaram maior demanda pelos produtos foram o automobilístico, de prestação de serviços, de embalagens, de utilidades domésticas e da construção civil.
A Romi acaba de dar um salto importante em busca da internacionalização. A empresa concluiu, em julho, a aquisição dos ativos da Sandretto Industrie, fábrica de máquinas injetoras da Itália. “Neste negócio estão incluídas duas unidades fabris nas cidades italianas de Grugliasco e Pont Canavese, na região de Turim, além de quatro subsidiárias comerciais localizadas no Reino Unido, na Holanda, na Espanha e na França e vários centros de serviço, escritórios de venda e representações comerciais em diversos países”, afirma Fábio Seabra, diretor de comercialização de máquinas para injeção de plásticos.
O grande desafio para os fabricantes de máquinas injetoras nacionais é oferecer produtos com mais tecnologia, elevando o patamar de recursos oferecidos pelas máquinas que, além disso, devem ser econômicas e custar pouco para competir com os importados. Entre os itens mais solicitados pelo mercado estão o baixo consumo de energia e o fácil treinamento.
“Nossos clientes querem máquinas seguras e econômicas, que os ajudem a ser competitivo em seu segmento de mercado. O cliente também está muito exigente no que tange ao consumo de energia elétrica, item bastante importante nos custos industriais e que deve ter ainda maior peso no futuro”, afirma Seabra.
Segundo ele, para reduzir o consumo de energia todas as injetoras Romi têm bombas de vazão variável e motores elétricos na plastificação. Nas máquinas de grande porte, há ainda inversores de freqüência que, dependendo do processo, da peça e do ciclo, pode se chegar a uma economia de até 45% do consumo no motor principal. A linha de máquinas totalmente elétricas proporciona ainda maior redução do consumo energético.
A Romi está incrementando e firmando no mercado a linha de injetoras da série Prática, composta por máquinas de uso geral. O mais recente lançamento, a Prática 450, com 450 toneladas de força de fechamento, é uma das maiores da categoria, capaz de produzir peças de até 1.890 gramas em poliestireno, e amplia a série que tinha máquinas com força de fechamento de 40 a 380 toneladas.
Outra inovação é que toda a série Prática passa a ter um novo painel de comando, o Controlmaster 8 plus. É um painel gráfico, colorido, com visualização e touch screen, ou seja, programação direta na tela, além de permitir acesso remoto, já que pode ser visualizado a partir de qualquer computador, para acompanhamento da produção.
As séries de injetoras Primax e Velox também ganharam um novo painel de comando, totalmente remodelado: o Control Master 10. Ele também é colorido e conta com touch screen e acesso remoto. Há ainda uma área para visualização do estado do motor, aquecimento, modos de operação, entre outras facilidades.
“Neste novo conceito de painel de comando existe uma melhora substancial na precisão e na velocidade da máquina que passou a produzir peças de melhor qualidade, em menos tempo. Esses recursos também dão às séries Prática, Primax e Velox uma melhor interface entre o operador e a máquina”, diz Seabra.
Múltiplas aplicações
A Himaco, fornecedora de máquinas injetoras para plástico, EVA e silicone, fabrica aproximadamente 360 máquinas por ano, e um dos seus mais recentes lançamentos é a injetora Atis 1500-410 com duas opções em força de fechamento: 150 ou 160 toneladas. A configuração da máquina de 150 toneladas traz motor de 25 CV, bomba de 25 galões, 440X440 mm entre colunas e um ótimo curso de abertura: 420 mm.
“Essa configuração de máquina permite ciclos mais rápidos de produção, seja em peças plásticas de menor porte (com cabeçote para até 250 gramas) ou de médio porte (com cabeçote de 250 a 600 gramas)”, afirma o gerente comercial, Cristian Heinen. O novo modelo conta ainda com trocador de calor externo, cinco pontos de articulação, fechamento e lubrificação, lubrificação automática nas articulações e nas colunas com buchas auto-lubrificantes, régua potenciométrica linear no fechamento e injeção e CLP de fácil manuseio, com um display maior.
A Jasot, segundo seu gerente comercial, Cleber Scherer, além de lançar novos modelos, sempre atualiza algumas características dos modelos existentes. A última atualização envolveu uma modificação completa na parte de automação das máquinas com a troca do processador por outro modelo 1000 vezes mais rápido, o display passou de 5” para 10” e os equipamentos ganharam ainda sistema em (português, espanhol, italiano e alemão) e saída de USB para transferência de arquivo de moldes.
As máquinas da Jasot podem ser usadas para trabalhar com termoplásticos, termofixo e borracha. A empresa fabrica aproximadamente 300 máquinas por ano, incluindo hidráulicas horizontais de 85tn a 450tn e verticais de 85tn a 190tn. “As máquinas horizontais de tamanho intermediário, com 150, 180 e 250 toneladas, são as mais vendidas”, afirma Scherer.
www.himaco.com.br / www.jasot.com.br / www.romi.com.br








