Friday, Jul 30th

Último update:05:43:46 PM GMT

Você está aqui: Conteúdo Eventos SolidWorks convida cineasta e especialista em robôs para conferência
Banner

SolidWorks convida cineasta e especialista em robôs para conferência

E-mail Imprimir PDF

A Conferência de usuários, SolidWorks World 2010, realizada em Anaheim (EUA), entre os dias 31 de janeiro e 03 de fevereiro, contou com a participação de dois James famosos: O cineasta, James Cameron, e o cientista em robótica, James McLurkin, que abrilhantaram o evento com suas ideias inovadoras.

James Cameron, autor e diretor do filme Avatar, que só na semana em que estava acontecendo o evento da SolidWorks faturou, nos EUA, US$ 43 milhões e ganhou, na mesma semana, nove indicações para o Oscar, que será entregue no dia 7 de março de 2010, em Hollywood, apresentou o making of de Avatar e falou sobre novas tecnologias para o cinema e a TV e de suas experiências com pesquisas fora da área de entretenimento.

Ao ser entrevistado por Jon Hirschtick, co-fundador da SolidWorks e membro do conselho de administração da companhia, o cineasta disse que além de fazer filmes, gosta de realizar pesquisas em parceria com a NASA e no segmento de exploração marítima para se reciclar e ter novas ideias para seus futuros filmes.

James Cameron que, além de Avatar, tem em sua filmografia filmes de sucesso como “Titanic” e o “O Exterminador do Futuro”, é considerado um dos maiores cineastas a trabalhar com efeitos especiais no cinema. Usou e abusou da tecnologia em clássicos da ficção científica como Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, Aliens: O Resgate e, agora, em Avatar.

Durante sua participação na Conferência SolidWorks ele apresentou um making of do filme Avatar mostrando como usou a tecnologia para a captura de movimentos dos personagens a partir dos corpos dos atores.

Os atores utilizaram nos sets de filmagem uma de malha composta por pequenos refletores. Esses pontos de luz foram capturados por 140 câmeras simultâneas. Os dados referentes aos reflexos de cada ponto em um determinado movimento do ator foram catalogados e enviados a um grande banco de dados para serem processados.

Assim, os personagens de Avatar não surgiram puramente da computação gráfica, mas dos movimentos e expressões reais dos atores. Com base nas informações capturadas os animadores construíram os personagens –os avatares – sobre o movimento corporal dos atores, o que confere mais realismo ao resultado final das imagens.

Para a captura dos movimentos faciais foi usada uma técnica similar à da captura de movimentos. Uma microcâmera colocada a poucos centímetros do rosto do ator marcada com uma série de pequenos pontos coloridos capturava as expressões e as imagens que eram enviadas ao banco de dados para mapeamento desses pontos, proporcionando a leitura do movimento do rosto do ator.

A partir desses pontos o novo rosto em CGI (Computer Generated Image) era reconstruído e, a partir da face do ator, possibilitando construir uma nova máscara com uma expressividade tão fiel quanto à imagem original. Um processo similar foi usado para capturar e construir os cenários.

Cameron, que estudava física e trabalhava como caminhoneiro para sustentar os estudos, é um aficionado por tecnologias, por isso, não desistiu da ideia de fazer Avatar, mesmo sabendo que a tecnologia necessária ainda não existia.

Antes de iniciar o filme Avatar teve que ouvir muitas vezes: “É impossível”. Por isso, correu atrás de quem desenvolvesse a tecnologia que não existia como as câmeras 3D com os requisitos exigidos pelas suas ideias.

Desde o ano de 2000 a Sony concordou em financiar as pesquisas do cineasta para uma nova câmera 3D. A ideia era desenvolver um produto que permitisse ao usuário o controle total sobre aquilo que estava sendo filmado – o que não acontecia nas câmeras 3D existentes. Além disso, o sistema de lentes duplas foi adaptado para que as imagens exibidas não causassem dores de cabeça aos espectadores, como as tradicionais câmeras 3D.

Sobre a TV 3D, Cameron disse que a previsão é de que até 2011 existam 14 milhões TVs 3D, mas ele não acredita que isso aconteça porque não há muito conteúdo para a nova TV. Hoje sua equipe tem 20 unidades das novas câmeras 3D, seu concorrente mais 20 e, isso é apenas o começo. Ainda não há o uso dessas câmeras em larga escala e sem elas não há conteúdo para a TV 3D.

Robôs

James McLurkin, PhD formado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) e pesquisador da Universidade Rice, em Houston, EUA, mostrou sua pesquisa com robôs inspirados nos insetos.

Por enquanto ele pensa em aplicações simples como transporte de produtos em áreas de logística e em novos recursos para orientar o motorista na hora de estacionar seu carro, coisas que começam a ser postas em prática, mas o cientista quer mais, pensa até na possibilidade de levar milhares de robôs a Marte. "É uma técnica que poderia permitir a exploração do solo de Marte por dois mil robôs.”

Considerado pela revista Time como um dos cinco nomes mais importantes da robótica nos Estados Unidos, McLurkin trabalha com o conceito Swarm Robots, um segmento da ciência que insere nos robôs padrões de comportamento observados em grupos de insetos, como baratas e formigas, que trabalham cooperativamente para executar uma mesma tarefa.

Em sua apresentação, McLurkin fez com que oito pequenos robôs executassem tarefas como se agrupar, estabelecer perímetros ou se alinhar em ordem numérica, usando um único controle remoto. Os robôs usam a radiofrequência para se orientar e não bater uns nos outros. Por meio de vídeos feitos em laboratório os participantes da Conferência puderam ver uma experiência semelhante, mas com dezenas de robôs que pareciam um formigueiro

A jornalista Maria Edicy Moreira viajou a Anaheim a convite da SolidWorks.

Share/Save/Bookmark